terça-feira, 24 de setembro de 2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Quintas, 296 anos! Parabéns!

O bairro das Quintas surgiu no caminho que ia para Macaíba e o Seridó, num prolongamento do bairro do Alecrim. Ali existiam sítios que foram adquiridos pelos portugueses por concessão do Senado da Câmara, ao qual pertenciam essas terras devolutas. Em 1717, as terras foram doadas a Antônio Gama Luna e, em 1731, a propriedade era conhecida como Quinta Velha. Nos primórdios, o bairro era local de sítios e granjas. Sylvio Pedroza, durante sua administração, visitou o bairro visando a atender os reclames da população. Dessa visita, resultaram algumas providências, culminando com o calçamento da Rua Nova (hoje Rua São Geraldo), da Rua Mário Negócio, até a Rua dos Pêgas, integrando-as com a Avenida 12, até o Alecrim. A comunidade também conseguiu uma linha de ônibus que retornava em frente ao mercado. Um galpão também foi construído onde, à noite, vendiam-se produtos trazidos de Extremo z (bolo, grude, etc.). Havia, ainda, uma feira livre do sábado para o domingo. Por mais de 20 anos, as Quintas foram o limite da cidade ao Norte, onde havia a “corrente”, local de parada obrigatória de veículos para inspeção dos guardas da fiscalização estadual. Era popularmente conhecida como "Quintas Profundas". Nas Quintas, instalou-se o primeiro matadouro de Natal, onde hoje funciona a sede da URBANA. De 1951 a 1985, havia na comunidade um sistema de som espalhado por diversas ruas, as populares amplificadoras, e o bairro também, já teve um cinema – o Cinema São José. Na história recente das Quintas, destaca-se a década de 80, quando havia a Associação Cultural Comunitária. Essa associação patrocinava as manifestações da cultura popular e promovia sua difusão pelo bairro; atendia à solicitação da comunidade na demanda pelos serviços básicos de saúde e foi a primeira entidade a se registrar para o atendimento e distribuição de leite às mães carentes. O bairro das Quintas foi oficializado pela Lei nº. 251, de 30 de setembro de 1947, na administração do Prefeito Sylvio Piza Pedroza, e teve seus limites redefinidos na Lei nº. 4.330, de 05 de abril de 1993, publicada no Diário Oficial em 07 de setembro de 1994.