sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Liberada dose a mais de humor para a propaganda eleitoral

STF LIBERA USO DE HUMOR COM CANDIDATOS NO RÁDIO E NA TV

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram nesta quinta-feira, por maioria, referendar a decisão de liberar o uso de humor envolvendo candidatos. No dia 27 de agosto, o ministro Carlos Ayres Brito já havia suspendido, em caráter liminar, o artigo da lei eleitoral que vetava montagens de áudio e vídeo, piadas ou sátiras com partidos ou políticos três meses antes da eleição.

A ADI (ação direta de inconstitucionalidade) apresentada no STF havia sido proposta pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), que contestou dois incisos contidos em um artigo que faz restrições à programação de emissoras a partir do dia 1º de julho do ano eleitoral.

O primeiro inciso contestado impedia os veículos de “usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito”.

O outro inciso contestado proibia as emissoras de difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes. Foi mantida a primeira parte do inciso, que diz que as emissoras estão “proibidas de veicular propaganda política”.

O relator Carlos Ayres Britto defendeu a supressão das duas regras, conforme a Abert havia proposto. Ele foi acompanhado pelos ministros Carmen Lúcia, Gilmar Mendes, Ellen Gracie, Celso de Mello e Cezar Peluso. Votaram contra os ministros Ricardo Lewandowski – que é presidente do Tribunal Superior Eleitoral –, AntonioDias Toffoli e Marco Aurélio Mello.
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Do Blog: Acompanhando a propaganda política, principalmente na TV, a gente tem a impressão que o humor está liberado há tempos. Ou melhor, que o humor nunca foi proibido

THAISA GALVAO

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

QUINTAS 293 ANOS

O BAIRRO DAS QUINTAS NA ZONA OESTE DE NATAL COMPLETA NESTA QUARTA-FEIRA DIA 1º DE SETEMBRO, 293 ANOS DE EXISTÊNCIA. AS QUINTAS É UM BAIRRO DE GENTE BOA E QUE TEM QUASE 30 MIL HABITANTES.
PARABÉNS QUINTAS!

Serra diz que violação de dados de sua filha é crime

Em entrevista ao Jornal da Globo, na noite de terça-feira, 31, o candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), classificou de 'ato criminoso' a quebra do sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, e culpou diretamente a campanha de Dilma no episódio. Ele disse também que, se eleito, não deverá fazer novas privatizações, mas defendeu aquelas que foram feitas durante o governo do também tucano Fernando Henrique Cardoso.

Dilma Collor

O tucano culpou diretamente a campanha de Dilma pelo caso, que chamou de 'ato criminoso', disse que Dilma 'aprendeu com Collor' a usar o filho dos adversários na campanha e que o PT é 'especialista em mentiras'.

'Utilizar filho dos outros para ganhar a eleição, é uma coisa que eu só tinha visto o Collor fazer com o Lula, lembra?', questionou o candidato. 'Agora, a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando a minha filha, que é uma mãe de três filhos, trabalhadora, para tentar fazer chantagem. Aliás, quem sabe ele tenha transferido a tecnologia', acrescentou. 'Se eles fazem isso campanha, imagina o que vão fazer se ganharem as eleições', disse ainda o tucano.

'A Dilma, aliás, tá repetindo aquilo que o Collor fez, e mais, agora o Collor tá do lado dela, e quem sabe ele tem feito a transferência da tecnologia para ela', diz o tucano.

Serra afirmou ainda que os dados do Imposto de Renda já estavam aparecendo em 'blogs sujos do PT' desde o ano passado e que sua filha falou que acreditava que estavam vasculhando seu IR. 'É um jogo sujo, é um jogo baixo', classificou. O candidato classificou como 'mentira descarada' a alegação da Receita de que acessou os dados com autorização de sua filha. Privatizações

O tucano afirmou que, se eleito, não deverá fazer novas privatizações, mas por outro lado elogiou o que foi feito durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. 'Não tem o que privatizar no horizonte', sustentou. 'O caso mais bem sucedido de privatização, no Brasil, foi telecomunicações, que o Lula já elogiou, que a Dilma já elogiou e que todo mundo já elogia'.

Ele aproveitou o tema para criticar o uso de empresas públicas por grupos políticos e citou como exemplo o recente escândalo envolvendo os Correios. 'Eles fizeram um tipo de privatização, de entregar os ECT, que era uma empresa eficiente, para grupos políticos, que ficam lá montando negócios. É um escândalo atrás do outro. Ou seja, usam o Correios para fins privados', acusou o candidato tucano. 'Ela é muito pior que qualquer outra.'

Ele também se comprometeu a combater as indicações políticas para cargos de direção de estatais, como na Petrobrás, que segundo ele têm sido usados para fazer 'negócios' e para 'favorecer amigos'. 'Eu vou desprivatizar toda a administração pública. Inclusive as empresas', salientou o tucano. 'O que é publico vai continuar sendo público e não vai ser um loteamento usado pelos políticos.' Câmbio

José Serra adiantou que pretende fazer alterações no câmbio, que estaria sobrevalorizado, porém mantendo o atual sistema de câmbio flutuante. Ele acha que a valorização do real tem prejudicado a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. 'Hoje do jeito que está, não conseguimos vender lá fora. E mais ainda, a produção no Brasil vai sofrendo uma concorrência absolutamente injusta', reclamou. O tucano afirmou que isso só será possível com a redução dos juros 'siderais' atualmente praticados no País. Juros

O candidato tucano José Serra prometeu que, se eleito, aproveitará a sua própria experiência como economista para montar uma equipe econômica 'entrosada', evitando que cada um 'atire para um lado', referindo-se aos conflitos existentes entre a equipe econômica do governo e o Banco Central. Ele adiantou que pretende fazer alterações no câmbio valorizado está relacionado às altas taxas de juros e aproveitou para, mais uma vez, criticar Dilma Rousseff que teria dito que os juros, ainda altos, estariam convergindo para as taxas praticadas no restante do mundo.

'Ao contrario do que a Dilma disse aqui ontem, está aumentando a distancia em relação ao resto do mundo, e não convergindo. O que é um absurdo completo e uma falta de informação', alfinetou. Segundo ele, essa política tem levado a um crescimento vertiginoso do déficit externo, 'o maior da história do Brasil'. E completou: 'Isso não tem reflexo a curto prazo, mas pode ter no ano que vem, no outro e no outro.'

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